A comunidade Juquiá, no bairro Ulysses Guimarães, em Joinville, voltou a registrar tensão após uma nova operação de demolição realizada pela prefeitura na manhã desta quinta-feira (26).
A ação atingiu quatro imóveis em construção localizados em área de manguezal, considerada Área de Preservação Permanente (APP).
Durante a operação, a Celesc também realizou o corte de ligações clandestinas de energia elétrica na localidade.
Moradores relataram preocupação com o forte aparato policial e o uso de maquinário pesado, como retroescavadeiras, o que reacendeu críticas sobre a condução das ações na região.
A comunidade já vinha sendo alvo de operações semelhantes desde 2025, quando outras moradias foram demolidas sob justificativa de ocupação irregular.
Nos últimos meses, famílias da região também relataram sensação de insegurança diante da presença constante de equipes de fiscalização e forças de segurança, além de cobrarem alternativas habitacionais e diálogo com o poder público.
A vereadora Vanessa da Rosa esteve na comunidade, ouviu moradores e levou o tema ao debate nacional.
Em agenda recente em Brasília, a parlamentar afirmou ter denunciado o caso ao Ministério dos Direitos Humanos, classificando a situação como grave do ponto de vista social e cobrando agilidade em processos de regularização fundiária.
Segundo dados citados pela parlamentar, mais de 21 mil famílias aguardam por moradia no município, o que amplia a pressão sobre áreas ocupadas irregularmente.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, realizou na manhã desta quinta-feira (26/3) a demolição de quatro imóveis em construção localizados em área de manguezal, caracterizada como Área de Preservação Permanente, no bairro Ulysses Guimarães
. Não havia moradores nas construções.
A ação contou com a participação da Guarda Municipal; Secretarias de Proteção Civil e Segurança Pública, Infraestrutura Urbana, Assistência Social e Habitação; e Polícia Militar.
Além disso, a Celesc efetuou o corte de ligações clandestinas de energia elétrica na localidade.
A Guarda Municipal faz o monitoramento constante das áreas do Município e de áreas de preservação permanente, a fim de evitar ocupações irregulares, conforme o que dispõe o Decreto 36.070/2019.


