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SUS pode ganhar programa de rastreamento para câncer de pulmão, anuncia Inca

Inca lança estudo para programa de rastreamento de câncer de pulmão

Estudo inédito busca detectar a doença precocemente e reduzir mortes no Brasil

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) anunciou nesta quarta-feira (1º) o início de um estudo inédito que vai avaliar a viabilidade de implementar um programa de rastreamento de câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e financiada pela biofarmacêutica AstraZeneca.

O objetivo do projeto é criar uma diretriz nacional para detecção precoce da doença e reduzir a mortalidade, já que o câncer de pulmão é atualmente a principal causa de morte por câncer no Brasil.

O estudo terá duração de dois anos e contará inicialmente com pelo menos 397 pacientes, podendo ser ampliado. A seleção será feita em parceria com o Programa de Cessação de Tabagismo da rede municipal, que possui cerca de 50 mil participantes.

Rastreamento pode reduzir mortes

O rastreamento será feito por meio de tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), método que pode reduzir a mortalidade por câncer de pulmão em até 20%. Quando associado à cessação do tabagismo, a redução pode chegar a 38%.

Segundo o Inca, estudos internacionais mostram que o rastreamento em grupos de alto risco pode diminuir os diagnósticos em estágios avançados de cerca de 90% para 30% dos casos, aumentando as chances de tratamento e cura.

O protocolo prevê a participação de pessoas entre 50 e 80 anos, fumantes ou ex-fumantes que tenham parado de fumar nos últimos 15 anos e com histórico de consumo elevado de cigarro ao longo da vida.

Pacientes diagnosticados com a doença serão acompanhados e tratados pelo Hospital do Câncer I, unidade de referência do Inca no Rio de Janeiro.

Câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil

Dados do Inca mostram que, em 2024, o Brasil registrou 32.465 mortes por câncer de pulmão, número superior às mortes por câncer de próstata e câncer de mama somadas.

A alta mortalidade está ligada ao diagnóstico tardio, já que cerca de 84% dos casos são descobertos em estágio avançado, com taxa de sobrevida em cinco anos de apenas 5,2%.

As estimativas indicam que o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, reforçando a necessidade de estratégias de prevenção e diagnóstico precoce.

Fonte original: Feed Editoria