Peça por peça, comando por comando, os estudantes do 9º ano da Escola de Educação Básica (EEB) Palmira Lima Mambrini, de Barreiros, fizeram um mini carrossel funcionar. Para chegar ao resultado, eles precisaram trabalhar em equipe, planejar o funcionamento, programar os movimentos e testar o projeto. A experiência aconteceu, na segunda-feira (17), no Centro de Inovação e Tecnologia Educacional de São José (Citesj), no bairro Bela Vista.
A proposta integra as ações desenvolvidas pelo Citesj para estimular o raciocínio lógico e aproximar os conteúdos escolares da tecnologia. “Aqui no Citesj, os estudantes aprendem que tecnologia não serve só para jogos, assistir ou apertar botões. São ferramentas para criar, construir e programar”, explicou a pedagoga Patrícia de Andrade, que conduziu as atividades junto com Matieli Lussani Marques.
A atividade iniciou com apresentação e a montagem das peças do kit de robótica, disponível nas escolas de Ensino Fundamental da rede municipal. Depois da montagem, veio o desafio de programar os movimentos em blocos e testar o funcionamento do carrossel.
As ações estão alinhadas à implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação, que amplia o trabalho com competências relacionadas ao pensamento computacional e ao uso da tecnologia de forma criativa e consciente. “Tudo é planejado de acordo com cada ano escolar e fazem parte das chamadas Maratonas Estruturadas. A programação também pode ser adaptada às demandas sugeridas pelos professores, relacionando com os conteúdos trabalhados em sala de aula”, detalhou a diretora administrativa do Citesj, Luciana Schmitz.
Para os estudantes, a experiência possibilita descobrir habilidades que normalmente não aparecem em uma aula tradicional. “Eu aprendi muita coisa diferente que eu não sabia antes, de como programar, da parte da montagem, de fazer o carrossel girar. Foi muito interessante mesmo”, relatou Rafael de Assis Meneses, de 14 anos.
Maria Eduarda Santos Veloso, de 14 anos, gostou de perceber que a tecnologia pode ser usada para construir diferentes projetos. “A gente consegue montar bastante coisa com a tecnologia”, detalhou.
Aos 14 anos, Helena Reis Martins destaca o trabalho coletivo. “A gente trabalhou todo mundo junto. Errou, corrigiu, acertou e funcionou. Muito interessante”, afirmou.
Tecnologia também na formação dos professores
Enquanto os estudantes estavam a atividade de robótica, na sala ao lado as professoras do Centro Educacional Municipal (CEM) Araucária, do bairro Serraria, participavam de uma formação sobre o uso da Inteligência Artificial Generativa.
Luciana Schmitz apresentou ferramentas digitais que podem ser utilizadas no planejamento e no desenvolvimento das práticas pedagógicas, como Teachy, NotebookLM, Gemini e ChatGPT.
Desde 2023, o Citesj atende estudantes e educadores da rede municipal de ensino. O espaço já realizou mais de 16 mil atendimentos e conta com salas multidisciplinares, área de convivência e equipamentos como óculos de realidade virtual, impressoras 3D, kits de robótica, cortadora a laser e Chromebooks.
As unidades educativas interessadas em participar das atividades podem entrar em contato com o Citesj pelo telefone (48) 3381-7403, pelo e-mail [email protected] ou presencialmente na Rua Bento Águido Vieira, 1463, no bairro Bela Vista.














Fonte Original | Educação Notícias – Prefeitura Municipal De São José



