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02/04/2026

Santa Catarina

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Reajuste de 55% no querosene de aviação preocupa companhias aéreas e pode afetar rotas

Aéreas prevêem “consequências severas” com reajuste do querosene

Associação alerta que aumento do combustível pode reduzir voos e encarecer passagens no Brasil

O reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV), anunciado pela Petrobras nesta quarta-feira (1º), deve trazer impactos significativos para a aviação civil brasileira. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que alerta para possíveis consequências na abertura de novas rotas e na oferta de serviços.

Segundo a entidade, com o aumento somado ao reajuste de 9,4% aplicado em março, o combustível passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, pressionando o setor e podendo reduzir a conectividade no país.

A Abear afirma que a medida pode dificultar a democratização do transporte aéreo e limitar a expansão de voos, especialmente em regiões que dependem de novas rotas.

Preço segue mercado internacional

Apesar de mais de 80% do querosene de aviação consumido no Brasil ser produzido internamente, o preço do combustível segue a paridade internacional, acompanhando as oscilações do barril de petróleo.

Com isso, crises e conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio, acabam impactando diretamente os custos das companhias aéreas brasileiras.

A associação representa empresas como Azul, Gol, Latam, Sideral, Total Express e outras companhias do setor.

Petrobras vai parcelar aumento

Para reduzir o impacto imediato, a Petrobras informou que o reajuste poderá ser parcelado. As distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão pagar inicialmente 18% de aumento e dividir o restante em até seis parcelas, a partir de julho.

O preço do querosene de aviação é atualizado mensalmente pela Petrobras, sempre no primeiro dia do mês. Em março, o reajuste médio foi de cerca de 9%, enquanto em fevereiro houve redução de 1%.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os combustíveis representam atualmente cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas.

Fonte original: Feed Editoria