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Santa Catarina

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Produtores de suínos devem ficar atentos aos prazos para adequação às medidas de biosseguridade

Produtores de suínos devem ficar atentos aos prazos para adequação às medidas de biosseguridade

Portaria Sape nº 50/2025 eleva padrão sanitário e prevê financiamento para adaptações nas granjas – Foto: Arquivo/SAR

Os produtores de suínos de Santa Catarina devem ficar atentos aos prazos estabelecidos pela Portaria Sape nº 50/2025, que estabelece medidas de biosseguridade para qualificar cada vez mais a suinocultura catarinense. Elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a norma define requisitos e procedimentos para adequação das granjas.

Para as granjas já em operação, o prazo para realizar adaptações é até o dia 9 de novembro (12 meses a contar da publicação da portaria, ocorrida em novembro do ano passado). Para novas construções, o prazo estabelecido é de 24 meses, até 9 de novembro de 2027.

As normas de biosseguridade estabelecidas na portaria visam elevar ainda mais o padrão sanitário da suinocultura catarinense. Estes cuidados podem ter impacto positivo na abertura de novos mercados e na manutenção daqueles que já adquirem a carne suína de Santa Catarina. 

Com auxílio técnico, produtor deve fazer avaliação da granja

Toda granja deve verificar o cumprimento das novas normas, preenchendo junto com seu médico-veterinário o check list e o plano de ação. É o médico-veterinário quem deve preencher o formulário na plataforma Conecta Cidasc, na seção – Fluxo “Cesui – Checklist e Plano ação de corretivo biosseguridade de suínos – Portaria n.º 50”. 

O acesso é feito com as mesmas credenciais utilizadas no Sigen+. Profissionais que não possuem acesso à plataforma devem procurar um médico-veterinário da Cidasc no escritório local da Cidasc mais próximo. Durante o preenchimento, os itens classificados como “Conforme” ou “Conforme com Restrição” devem ter a comprovação do cumprimento anexada, como fotografias e documentos.

A classificação “Conforme com Restrição” é utilizada quando determinado item está presente na granja, mas não atende integralmente aos requisitos. Nesses casos, sempre que possível, deve ser adotada uma medida compensatória que preserve a função do ponto a ser protegido. A avaliação e aprovação ou reprovação do item sob restrição cabem ao médico-veterinário da Cidasc.

Croqui deve apresentar estruturas da unidade de produção

Outro documento importante é o croqui da propriedade, que pode ser apresentado como imagem aérea ou planta de localização. Ele deve representar toda a área da unidade de produção e indicar estruturas como barreira sanitária, composteira, esterqueira, silos, fábrica de ração, reservatórios de água, cercas e seus distanciamentos, além de embarcadouro ou desembarcadouro, entre outros itens.

Depois que o médico-veterinário da granja finalizar o formulário no Conecta Cidasc, o documento é encaminhado automaticamente ao escritório da Cidasc para análise. Ao final da avaliação, é emitido um laudo técnico de aprovação ou reprovação do plano de ação, enviado por e-mail ao profissional responsável.

Fundo de Desenvolvimento Rural pode financiar adaptações às normas 

Quando o plano de ação é aprovado, o laudo técnico emitido pela Cidasc serve como base para o produtor iniciar o pedido de acesso ao Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) da Biosseguridade. De posse do documento, o produtor deve procurar a Epagri para dar início ao processo de solicitação de acesso ao fundo.

A Cidasc também disponibiliza modelos de registros para as propriedades que estão começando a organizar sua produção em atendimento aos itens de biosseguridade com implementação a partir de 9 de novembro de 2025. Entre os modelos estão controles de trânsito de veículos e de pessoas e visitas, controle de roedores e moscas, registros de limpeza e desinfecção de reservatórios de água e de cloração da água, além de um cartaz com orientações básicas.

A Portaria Sape nº 50/2025 integra as ações de fortalecimento da biosseguridade da suinocultura catarinense. Para apoiar os produtores e profissionais do setor, a Cidasc também disponibiliza materiais técnicos e conteúdos relacionados à adequação das granjas.

Todo o passo a passo para preenchimento pode ser consultado no site da Cidasc neste link

Mais informações à imprensa:
Denise De Rocchi
Assessoria de Comunicação – Cidasc
Fone: (48) 3665 7000
[email protected]
www.cidasc.sc.gov.br
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Fonte Original | Noticias SC