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30/03/2026

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Moradora e síndico são agredidos por vizinho em condomínio de Florianópolis; histórico de violência gera revolta

"Não tem o que fazer": mulher é agredida por morador que aterroriza condomínio em Florianópolis

Uma moradora e o síndico de um condomínio em Canasvieiras, em Florianópolis, foram agredidos na noite de sábado (28) por um vizinho com histórico de violência. Segundo relatos de residentes, o homem atacou a mulher na porta do apartamento e feriu também o síndico, de 70 anos, que tentou intervir.

De acordo com moradores, o agressor, conhecido como “Zorro”, já acumula cerca de seis anos de comportamentos problemáticos no condomínio, incluindo ameaças, agressões físicas, injúrias, invasão de propriedade e destruição de bens. Entre os casos relatados, estão a depredação total do carro e da motocicleta do síndico.

Os residentes afirmam que há centenas de boletins de ocorrência registrados contra o homem. Somente o síndico e sua esposa teriam formalizado mais de 100 registros. Apesar disso, nenhuma medida efetiva teria sido adotada para afastá-lo do convívio no local.

Conforme a Polícia Militar, casos de lesão corporal são considerados de menor potencial ofensivo, resultando apenas na lavratura de termo circunstanciado, sem prisão em flagrante. A situação também não se enquadra na Lei Maria da Penha, por não envolver relação doméstica ou familiar.

Diante do histórico, moradores informam que foi aberto um processo de despejo por conduta antissocial, mas a ação ainda não teve desfecho. A família do próprio agressor também teria ingressado na Justiça para leiloar o imóvel, sem avanços até o momento.

Após a repercussão nas redes sociais, surgiram ainda relatos de agressões atribuídas ao homem fora do condomínio, inclusive contra turistas na praia de Canasvieiras. Os casos, porém, não foram oficialmente confirmados.

A situação gerou indignação entre moradores e internautas, que criticam a demora judicial e a falta de mecanismos legais para afastamento imediato de condôminos violentos. Até a última atualização, não havia informações sobre novas medidas adotadas pelas autoridades.

Fonte original: Jornal Razão