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03/03/2026

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Em meio a disputa de facções, carro de homicídio é incendiado na Capital

Carro usado para matar jovem em Florianópolis é incendiado em frente a delegacia no ‘aniversário’ do PGC

Um veículo apontado como sendo utilizado no ataque a tiros que deixou dois mortos no bairro Papaquara, no Norte da Ilha, foi incendiado na frente da Central de Plantão Policial (CPP), em Florianópolis, poucos dias após o crime. O caso é investigado como incêndio doloso e pode ter ligação com a disputa entre facções criminosas na região.

Segundo informações apuradas, a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) foi acionada para atender a ocorrência de fogo em frente à unidade da Polícia Civil. Quando a guarnição chegou, o Corpo de Bombeiros Militar já combatia as chamas. Conforme relato repassado pela Central Regional de Emergência, três homens atearam fogo ao veículo e fugiram do local com os rostos cobertos por panos, o que dificultou a identificação.

O automóvel incendiado, uma MMC L200 Triton, havia sido relacionado ao ataque registrado dias antes no Papaquara, que resultou na morte de Arthur Anacleto Paust, de 21 anos, além de um segundo homem que morreu em confronto com a polícia.

Durante as diligências, imagens de monitoramento identificaram um Ford Focus preto circulando nas proximidades antes e depois do incêndio. O veículo chamou atenção por estar com a roda traseira direita equipada com estepe e apresentar características incomuns nas demais rodas. Posteriormente, o carro foi localizado destravado e com o motor ainda quente, indicando uso recente.

De acordo com as imagens, três homens estacionaram próximo à CPP, correram até o local do incêndio e retornaram minutos depois, fugindo em direção ao Morro da Penitenciária. O veículo foi encontrado abandonado em outra via da região e encaminhado para perícia.

A Polícia Científica realizou os levantamentos no local e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a autoria do incêndio e eventual ligação com o ataque anterior. Para as forças de segurança, a queima do veículo pode representar tentativa de destruição de provas e possível retaliação ligada à atuação de facções criminosas no Norte da Ilha.

Fonte Original | Segurança – Jornal Razão