De helicóptero e barco: profissionais do SUS enfrentam desafios extremos para vacinar indígenas na Amazônia
Levar vacinas até aldeias indígenas isoladas na Amazônia exige uma verdadeira operação logística do SUS. Em regiões atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus, equipes percorrem rios, estradas de terra e áreas de difícil acesso usando barcos, quadriciclos e até helicópteros para imunizar comunidades indígenas.
A região abriga cerca de 11 mil indígenas de diferentes etnias, distribuídos em 155 aldeias entre Acre, Amazonas e Rondônia. Além da distância, os profissionais precisam respeitar tradições culturais e superar dificuldades para manter as vacinas refrigeradas durante todo o trajeto.
As equipes chegam a permanecer até 40 dias em expedições pelas comunidades, realizando vacinação, busca ativa e atendimento itinerante.
Segundo os profissionais, o trabalho exige não apenas estrutura, mas também diálogo e respeito às particularidades de cada povo indígena.
Em 2024, durante a seca histórica na Amazônia, uma força-tarefa precisou ser montada para conter um surto de influenza em aldeias da região, reforçando a importância da vacinação em áreas remotas.


