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“Corre que ele vai matar a Pricila”: homem assassina namorada e atira na própria cabeça em SC

“Corre que ele vai matar a Pricila”: homem assassina namorada e atira na própria cabeça em SC

 

Uma sequência de ligações, mensagens e alertas desesperados marcou as horas que antecederam o feminicídio de Pricila Maria Dolla Gomes, de 38 anos, na noite de segunda-feira, 16, na localidade de Águas Claras, Estrada Geral Águas Claras, no distrito de Volta Grande, interior de Rio Negrinho (SC).

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O autor é Gustavo Danielski, de 29 anos, ex-namorado da vítima.

Segundo informações apuradas pelo Jornal Razão, o fato ocorreu por volta das 19h30. Às 19h58, uma amiga de Pricila entrou em contato direto com um policial militar informando que ela estava sendo ameaçada pelo ex-companheiro, que estaria armado e na residência dela, no interior do município catarinense.

A guarnição iniciou deslocamento imediato. Ainda durante o trajeto, a mesma testemunha voltou a ligar relatando que haviam ocorrido disparos de arma de fogo e que Pricila tinha sido alvejada. Diante da gravidade da informação, o Copom acionou o Corpo de Bombeiros.

Quando os policiais chegaram ao endereço indicado, encontraram diversas pessoas do lado de fora da casa, em estado de desespero. Já na porta do imóvel, estava Gustavo Danielski, caído em decúbito dorsal, com a cabeça em posição mais baixa em relação ao corpo.

Ele apresentava ferimento na cabeça compatível com disparo de arma de fogo, sinais vitais instáveis e não respondia a comandos ou estímulos. Ao lado dele, foi localizada uma pistola calibre 9 mm. A arma foi apreendida com munições intactas e deflagradas.

No interior da residência, sobre um colchão de solteiro colocado diretamente no chão, estava Pricila Maria Dolla Gomes, em decúbito lateral, já sem sinais vitais. Conforme a Polícia Militar, ela foi atingida por disparos na região do tórax. O Corpo de Bombeiros confirmou o óbito ainda no local.

O clima de tensão começou horas antes. Durante a manhã, segundo testemunhas, Pricila teria dito a amigas que pretendia terminar o relacionamento. No período da tarde, Gustavo teria informado que iria até a casa dela buscar um valor em dinheiro e alguns pertences.

No início da noite, a situação se agravou. Familiares e amigas começaram a trocar ligações após receberem a informação de que Gustavo estaria na residência dizendo que iria matar Pricila. A mãe da vítima foi alertada por telefone com a mensagem de que ele estava lá “para matá-la”.

A residência da mãe fica a cerca de 100 metros do imóvel onde Pricila morava. Ao receber o aviso, ela e o marido foram de carro até a casa da filha. Ao entrar, encontraram Pricila caída sobre o colchão, aparentemente já sem vida. Na porta, Gustavo estava no chão.

Os pais relataram que não tinham conhecimento de desentendimento recente. Informaram que o casal havia passado o fim de semana junto e disseram não compreender o que teria motivado o crime.

A PM isolou completamente a área para preservação da cena até a chegada da Polícia Científica, responsável pelos levantamentos periciais. Foram apreendidos ainda objetos pessoais do autor e o veículo utilizado por ele para chegar ao local.

O caso foi formalizado como feminicídio consumado e tentativa de suicídio. Gustavo Danielski foi encaminhado à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho sob escolta policial. Até a última atualização oficial, não havia boletim detalhado sobre o estado de saúde dele.

A investigação agora está sob responsabilidade da Polícia Civil, que deve esclarecer a sequência exata dos disparos, a dinâmica dentro da residência, a origem da arma e todos os elementos que antecederam o crime.

A morte de Pricila abalou profundamente a comunidade de Volta Grande. Amigos relataram que houve tentativas de impedir o pior após os primeiros avisos, mas o desfecho foi rápido. Pessoas próximas relataram que ela era trabalhadora, dedicada e mãe de um garoto. Em poucas horas, as ligações que começaram como alerta terminaram em silêncio dentro da casa onde ela foi assassinada.

Fonte Original | Segurança – Jornal Razão

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