No Centro Educacional Municipal (CEM) Governador Vilson Kleinubing, no bairro Forquilhas, escrever ganhou um significado que vai muito além do papel e da sala de aula. Por meio do projeto Cartas Solidárias, os estudantes foram convidados a utilizar a linguagem escrita para estabelecer vínculos, demonstrar empatia e levar mensagens de carinho, reconhecimento e esperança a diferentes pessoas da sociedade.
“O projeto tem como base o letramento social, trabalhando a leitura e a escrita a partir de situações reais e da função na vida em sociedade. Ao escrever para alguém que efetivamente receberá a mensagem, o estudante percebe que as palavras possuem um destinatário, uma intenção e um propósito”, explicou o professor Adriano Gonçalves Santos, idealizador da iniciativa.
O projeto iniciou em 2023, quando o professor Adriano Gonçalves Santos trabalhava na Escola Básica Municipal (EBM) Professor Altino Corsino da Silva Flores, em Barreiros. No CEM Governador Vilson Kleinubing, o projeto começou em 2024 e, desde então, vem proporcionando aos estudantes experiências de escrita relacionadas a situações reais e à vida em sociedade.
Neste ano, as atividades começaram em julho e agora estão na fase de envio. As turmas 63 e 64 escreveram para os bombeiros, em uma forma de reconhecer e agradecer pelo trabalho realizado. A turma 91 produziu mensagens para pacientes do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis. Já a turma 94 escreveu para pessoas refugiadas que vivem em São Paulo.
“Cada grupo de destinatários proporcionou aos estudantes uma experiência diferente. Para os pacientes do Cepon, foram produzidas mensagens de carinho e esperança. Aos bombeiros, os alunos expressaram reconhecimento e gratidão pelo trabalho realizado. Para os idosos, as cartas levaram afeto e atenção. Já as mensagens destinadas às pessoas refugiadas abordaram acolhimento, respeito, solidariedade e esperança”, detalhou Adriano.
A ação voltada às pessoas refugiadas conta com a parceria do projeto Escola sem Fronteiras, financiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Além de desenvolver a escrita, o projeto trabalha conteúdos relacionados ao gênero textual carta, como organização das ideias, adequação da linguagem, clareza, expressão de sentimentos e diferentes finalidades comunicativas. Ao mesmo tempo, os estudantes são estimulados a perceber que a produção de um texto pode ter impacto real na vida de outras pessoas.
A realização do projeto reforça a importância do trabalho coletivo dentro da escola, que recebeu apoio da direção, da coordenação pedagógica e dos próprios estudantes. “O Cartas Solidárias tornou-se uma experiência de formação cidadã. Os estudantes compreenderam que escrever também é uma forma de participar da sociedade, expressar sentimentos, reconhecer o outro e estabelecer pontes com pessoas que talvez nunca tenham encontrado pessoalmente”, avaliou a diretora Bárbara Karolina Araújo.
Texto adaptado do CEM Governador Vilson Kleinubing





Fonte Original | Educação Notícias – Prefeitura Municipal De São José


