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Adolescente de 15 anos é encontrada morta em kitnet em Tijucas e companheiro é preso

"Era o nosso maior medo": adolescente vítima de feminicídio em Tijucas fugiu de abrigo

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Investigação sobre morte de adolescente em Tijucas avança e companheiro é preso por feminicídio

A morte da adolescente Emily Vitória Dutra dos Santos, de 15 anos, encontrada sem vida dentro de uma kitnet no bairro Praça, em Tijucas, na Grande Florianópolis, segue sob investigação e ganhou novos desdobramentos com o avanço das apurações policiais.

O companheiro da vítima, Adriano Costa, de 27 anos, foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio e tráfico de drogas. Ele foi encaminhado ao Presídio de Tijucas, onde permanece à disposição da Justiça.

De acordo com informações apuradas, Emily possuía uma trajetória marcada por instabilidade familiar, com passagens por abrigos para menores no município e registros de fugas recorrentes dessas instituições. Pessoas que acompanharam a história da adolescente relataram que ela já havia sido vítima de diferentes formas de violência ao longo da vida. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, havia preocupação constante com a situação enfrentada pela jovem.

Drogas foram encontradas no local

A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar de Santa Catarina, por meio da 2ª Companhia do 31º Batalhão, após acionamento do SAMU, por volta das 11h47 desta quinta-feira (15).

O óbito foi constatado às 11h42 por um técnico de enfermagem. No local, os policiais encontraram o corpo da adolescente deitado sobre a cama, em decúbito dorsal, já apresentando rigidez e livores cadavéricos, o que indica que a morte havia ocorrido horas antes do acionamento das equipes.

Durante a averiguação da kitnet, a guarnição localizou 4,1 gramas de substância análoga à cocaína e 8,3 gramas de maconha, armazenadas em uma embalagem de cigarros. Também foram observados vestígios de uma substância esbranquiçada, semelhante à cocaína, nas vestes da vítima e no assoalho do imóvel.

Apesar dos indícios, não foram encontrados pinos ou embalagens vazias que confirmassem consumo imediato de drogas. Segundo o registro policial, o rosto da adolescente estava limpo, sem sinais de vômito.

A Polícia Civil segue responsável pela investigação para esclarecer completamente as circunstâncias da morte, a dinâmica dos fatos e a responsabilidade criminal do suspeito.

Fonte Jornal Razão

Emily tinha apenas 15 anos

Em depoimento inicial, Adriano Costa afirmou que mantinha união estável com a adolescente havia cerca de três semanas. Segundo ele, na manhã do mesmo dia, saiu da residência com a intenção de vender um aparelho celular. Ao retornar, disse ter encontrado a porta trancada e, ao olhar pela janela, visualizou Emily em convulsão. Relatou que entrou no imóvel pela janela, tentou manobras de reanimação e desobstrução das vias aéreas, colocou a jovem sobre a cama e, sem sucesso, foi até a casa da irmã para pedir que o socorro fosse acionado.

Como parte das diligências, a Polícia Militar foi até um estabelecimento comercial citado pelo investigado. A proprietária confirmou que Adriano esteve no local por volta das 8h30 para formatar um aparelho celular e adquirir um novo telefone, modelo Samsung Galaxy A06, com pagamento via Pix a ser realizado por terceiros. O aparelho foi apreendido e será analisado no inquérito.

Adriano é ex-presidiário, conhecido das forças de segurança, com passagens por furto e tráfico de drogas, e já havia fugido do Presídio de Tijucas em 2025, sendo recapturado posteriormente. Diante do contexto, da morte de uma menor de idade e da presença de entorpecentes no local, a PM acionou o Conselho Tutelar, a Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Científica para os procedimentos legais.

Em nota, a Polícia Civil informou que não havia sinais aparentes de violência no corpo da adolescente, mas que os indícios reunidos no local fundamentaram a prisão em flagrante por feminicídio e tráfico de drogas. A causa da morte ainda não foi confirmada. Os laudos da Polícia Científica serão determinantes para esclarecer se o óbito ocorreu por overdose, intoxicação ou outra circunstância.

O inquérito segue em andamento para a completa elucidação dos fatos.

Fonte Original | Segurança – Jornal Razão

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