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Samu SC registra alta de 18% nos atendimentos por suspeita de AVC em adultos jovens

Samu SC registra alta de 18% nos atendimentos por suspeita de AVC em adultos jovens

Foto: Arquivo/SecomGOVSC

Embora seja mais frequente com o avanço da idade, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) também pode atingir adultos jovens. Em Santa Catarina, os atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) a pessoas de 20 a 39 anos de idade com suspeita de AVC aumentaram 18,7%. Foram 114 registros em 2026, até 5 de outubro, ante 96 durante todo o ano de 2025.

No Dia Mundial do AVC, lembrado nesta quinta-feira, 29, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a conscientização sobre a doença, que, embora mais frequente com o avanço da idade, também pode atingir adultos jovens.

Para a cardiologista e coordenadora médica da Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU no Meio-Oeste, Amanda Souza de Andrade, o aumento pode estar relacionado ao maior acesso à informação e ao reconhecimento dos sintomas, levando mais pessoas a acionar o serviço pelo 192. Isso não significa, necessariamente, que houve aumento equivalente na ocorrência da doença.

Considerando todas as faixas etárias, foram registrados 2.656 atendimentos relacionados a AVC até 5 de outubro de 2026, superando os 2.600 contabilizados durante todo o ano de 2025.

Por que o AVC pode atingir adultos jovens?

Os números também servem para reforçar que esse problema não atinge apenas a terceira idade. “Sabemos que o AVC não é uma doença exclusiva de idosos e que alguns fatores podem aumentar o risco independentemente da idade, como diabetes, pressão alta, tabagismo, obesidade, alterações cardíacas congênitas e, mais comumente entre jovens, o uso de drogas ilícitas como cocaína e anfetaminas”, explica a médica.

Outra possível causa de AVC em adultos jovens é a dissecção das artérias cervicais, especialmente das artérias carótidas e vertebrais, que levam sangue ao cérebro. A dissecção pode ocorrer espontaneamente ou estar associada a traumatismos cervicais, inclusive leves, e a movimentos bruscos do pescoço. 

“Essa condição ocorre quando há uma ruptura na camada interna da parede da artéria, permitindo que o sangue penetre entre suas camadas e forme um hematoma na parede do vaso. Isso pode causar estreitamento ou oclusão da artéria e favorecer a formação de trombos, que podem obstruir a circulação cerebral e provocar um AVC isquêmico”, completa Amanda. 

Segundo o Ministério da Saúde, além do AVC isquêmico, tipo mais frequente da doença (cerca de 85% dos casos), existe o AVC hemorrágico, que ocorre quando um vaso cerebral se rompe, provocando hemorragia dentro do cérebro ou no espaço entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

Como reduzir o risco e reconhecer os sinais

Controlar a pressão arterial e o colesterol, manter uma alimentação saudável, praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, evitar a obesidade, não fumar e não usar drogas são medidas importantes para reduzir o risco de AVC, orienta a Dra. Amanda.

Os principais sinais de alerta incluem:

– Alteração súbita na fala ou dificuldade de compreensão;- Perda de força ou dificuldade para movimentar um lado do corpo;- Boca torta;- Perda de equilíbrio ou outros sintomas neurológicos repentinos.

Diante de qualquer suspeita, ligue imediatamente para o SAMU, pelo 192. O AVC é uma emergência médica tempo-sensível, ou seja, quanto mais rápido o atendimento, maiores as possibilidades de tratamento e recuperação.

“Quando ocorre um AVC, o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, por isso, à medida que o tempo passa, as células cerebrais vão sendo danificadas ou morrem. Por isso, quanto mais rápido o socorro chegar, maiores são as chances de reverter o quadro, evitar sequelas graves (como perda de movimentos, fala ou memória) ou até a morte”, explica a médica.

Sempre que possível, anote o horário em que os sintomas começaram ou a última vez em que a pessoa foi vista sem alterações e informe à equipe de socorro. Essa informação ajuda a orientar as possibilidades de tratamento.

Fonte: SAMU SC

Texto: Comunicação SAMU/FAHECE

Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 99134-4078
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Fonte Original | Noticias SC