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Santa Catarina

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Servidora do IMA representa expertise técnica de Santa Catarina em debate sobre biodiversidade na COP 17, na Armênia

Servidora do IMA representa expertise técnica de Santa Catarina em debate sobre biodiversidade na COP 17, na Armênia

Comitiva dos estados e da Abema na COP 17- Fotos: Divulgação/ ABEMA

A experiência técnica de Santa Catarina na gestão da biodiversidade esteve representada na 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 17), realizada em Ierevan, na Armênia. No dia 20 de outubro, a servidora do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) Elaine Zuchiwschi atuou como moderadora de um painel promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA), no espaço da Regions4, na Zona Azul do evento.

O encontro reuniu representantes do Rio Grande do Sul, Pará, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina para apresentar a Carta ABEMA pela Biodiversidade e discutir caminhos para implementar seus 25 compromissos. Entre os temas debatidos estiveram a cooperação entre os estados, a conectividade ecológica, os conhecimentos tradicionais, o monitoramento e o financiamento de ações de conservação.

A iniciativa integra o esforço de articulação da ABEMA e de sua Câmara Técnica de Biodiversidade (CTBio) para aproximar as políticas estaduais das metas nacionais e do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, que estabelece objetivos e metas internacionais para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.

Para o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, a participação de profissionais do Instituto em espaços de discussão nacionais e internacionais reforça a relevância do trabalho desenvolvido em Santa Catarina na conservação da biodiversidade.“Santa Catarina tem uma atuação importante na conservação da biodiversidade, com iniciativas que envolvem a gestão das Unidades de Conservação, a proteção de espécies e o aprimoramento das políticas ambientais. A participação de nossos profissionais em espaços como a COP amplia a troca de conhecimentos, fortalece a cooperação e contribui para dar visibilidade ao trabalho técnico desenvolvido pelo IMA e aos avanços da gestão ambiental no Estado”, destaca o presidente.

Elaine Zuchiwschi mediou painel da ABEMA sobre os compromissos dos estados brasileiros para a conservação da biodiversidade

Atuação técnica que contribui para a gestão ambiental

A participação de Elaine Zuchiwschi na COP 17 está relacionada à sua atuação na CTBio da ABEMA, para a qual foi indicada pela Diretoria de Biodiversidade e Florestas do IMA, em outubro de 2023. Atualmente, a servidora coordena o Grupo de Trabalho Conservação Sem Base Territorial, que aborda questões como espécies exóticas invasoras, espécies ameaçadas de extinção e campos naturais. Em 2026, também assumiu a função de relatora da Câmara Técnica.

Essa atuação conecta o conhecimento técnico desenvolvido no âmbito dos órgãos ambientais estaduais às discussões e iniciativas de alcance nacional e internacional. Para o IMA, a participação de seus profissionais nesses espaços favorece o intercâmbio de experiências e o acompanhamento de instrumentos que podem contribuir para o planejamento e o aprimoramento da gestão da biodiversidade.

“A articulação entre os estados permite compartilhar experiências, identificar caminhos comuns e fortalecer as estratégias de conservação, respeitando as particularidades de cada território”, destaca Elaine Zuchiwschi.

Durante o painel, também foi apresentada a cooperação técnica entre a ABEMA e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), firmada para apoiar o desenvolvimento de Estratégias e Planos de Ação Estaduais para a Biodiversidade (EPAEBs).

O projeto prevê, ainda, a elaboração de um sistema subnacional de emergências em biodiversidade e de critérios técnicos para o reconhecimento de biorregiões brasileiras. Os instrumentos buscam apoiar o planejamento, o apoio multo e o financiamento dos governos estaduais para os desafios da conservação de biodiversidade.

“Transformar compromissos globais em ações concretas exige planejamento, cooperação e instrumentos que apoiem a atuação direcionada dos estados. As estratégias e os planos de ação para a biodiversidade são importantes para orientar esse processo”, afirma a servidora.

A COP 17 constitui um espaço de discussão e negociação entre países sobre a implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica e monitoramento do avanço no cumprimento das metas globais. A participação de profissionais dos órgãos ambientais estaduais contribui para implementação de ações no nível regional e local, de forma adaptada.

Fonte Original | Noticias SC