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09/10/2026

Santa Catarina

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Invasão de creche em Curitiba e o trabalho da polícia

Invasão de creche em Curitiba e o trabalho da polícia

Uma situação de extrema gravidade mobilizou as forças de segurança públicas e equipes de socorro na tarde desta sexta-feira (9), no Bairro São Braz, em Curitiba.

Um homem armado com uma faca invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) do bairro, entrou em uma das salas de aula e manteve 13 crianças reféns por mais de três horas, segundo informações do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) e da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp).

Durante a invasão, as crianças, entre 3 e 4 anos de idade, estavam fantasiadas em celebração antecipada ao Dia das Crianças. Conforme a Sesp, o invasor espalhou combustível pela sala e ameaçava atear fogo no local.

Negociação, intervenção tática e resgate dos alunos

Assim que a Polícia Militar foi acionada, todo o perímetro do CMEI e de uma escola estadual vizinha foi isolado. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) assumiu o gerenciamento da crise e iniciou o protocolo de negociação, apoiado por um helicóptero da corporação.

Professores e agentes de segurança conseguiram evacuar com segurança os alunos das demais salas do CMEI e da escola adjacente.

Por volta das 18h20, após mais de duas horas de tentativas de rendição sem sucesso e diante do risco iminente à vida dos reféns devido ao combustível espalhado, equipes táticas do Bope efetuaram a intervenção e o invasor foi morto no local.

Todas as 13 crianças foram resgatadas. A Polícia Militar confirmou que nenhuma delas sofreu ferimentos graves.

As crianças foram levadas para uma área de triagem, onde passaram por avaliações para identificar possíveis ferimentos. De acordo com o médico Márcio Nogarolli, do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), quatro alunos foram encaminhados ao Hospital Evangélico. “Uma tinha dor de cabeça, a outra tinha sido chutada nas costas pelo sequestrador, a outra tinha levado um soco no olho” contou Nogarolli ao descrever os relatos de violência durante o período em que as crianças permaneceram na sala.

Acolhimento médico, psicológico e investigação

Até o momento, o sequestrador não foi identificado oficialmente e as autoridades apuram se ele possuía qualquer vínculo com a instituição de ensino ou com algum dos alunos.

A Prefeitura de Curitiba mobilizou equipes multidisciplinares da rede municipal de saúde e assistência social para prestar atendimento médico emergencial e suporte psicológico contínuo às crianças, profissionais da escola e familiares acolhidos no local.

Em nota, o município lamentou o ocorrido e agradeceu a pronta intervenção técnica das forças de segurança estaduais.

Fonte Original | Arquivo de Ocorrências Policiais | Canoinhas Online