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“Mãe” se irrita com rabisco na parede e espanca menina de três anos em Blumenau

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Segundo a tia, que cuida da criança, a menina teve a cabeça batida várias vezes contra a parede e o rosto esfregado com uma bucha de pia. A mãe admitiu a agressão e foi presa.

Uma menina de apenas 3 anos foi espancada pela própria mãe na tarde deste sábado (26), no bairro Itoupava Central, em Blumenau (SC), por ter riscado a parede de casa com uma caneta. A mulher, natural de Mafra, no Planalto Norte catarinense, foi presa pela Polícia Militar.

Quem fez a surra parar foi a tia da criança, que hoje é a responsável pela menina. Ela trabalha no turno da noite e estava dormindo quando acordou com os gritos da sobrinha. Ao ir ver o que acontecia, encontrou a mãe batendo na filha sem parar, de forma descontrolada.

Segundo a tia, a mulher pegou a menina e bateu a cabeça dela várias vezes contra a parede por causa do rabisco de caneta. Depois, pegou uma bucha de pia e esfregou no rosto da criança. As agressões continuaram e só terminaram quando a tia interveio.

A mãe não mora com a filha. Ela estava na casa apenas para fazer uma visita. A menina vive com a tia porque, segundo a família, a mãe não teria condições de cuidar dela.

De acordo com a tia, não foi a primeira vez. A mulher já teria agredido a menina em outras ocasiões, e é justamente por isso que a criança está sob os cuidados da tia. Ela afirma ainda que a mãe teria espancado outra filha, um bebê de 1 ano, em um episódio anterior.

Os gritos da criança foram ouvidos pela vizinhança, e a PMSC foi chamada até a casa.

Diante dos policiais, a mãe admitiu que bateu na filha e deu como justificativa o risco na parede. Ela disse também que tem problemas psicológicos e que faz acompanhamento.

A menina, que ainda não consegue se expressar com clareza, apontou para o braço e para a cabeça quando perguntaram onde doía. Ela tinha machucados nos braços e na testa.

O Conselho Tutelar foi avisado do caso. A criança segue com a família da tia, que continuará responsável por ela.

A mãe foi levada à Delegacia de Polícia Civil, e o caso é tratado como maus-tratos.

Fonte Original | Jornal Razão