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“Cheio de inocente morrendo na cadeia”, diz Rubens Angioletti ao cobrar Davi Alcolumbre

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Vice-prefeito licenciado de Itajaí e candidato a deputado federal pelo PL citou a Vaza Toga e culpou o presidente do Senado por segurar pedidos de impeachment de ministros do STF

O vice-prefeito licenciado de Itajaí, Rubens Angioletti, candidato a deputado federal pelo PL, afirmou em entrevista ao Estúdio JR, do Jornal Razão, que há presos inocentes morrendo na cadeia e apontou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como responsável por não levar adiante os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. “Hoje, a culpa do que está acontecendo no Brasil tem nome e endereço. Senado Federal, Davi Alcolumbre”, disse.

Segundo Angioletti, os pedidos estão parados nas mãos do presidente da Casa. “Porque esse cara está sentado em cima dos pedidos de investigação, de impeachment, que vão servir para chamar quem está fazendo coisa errada para responder publicamente para o povo. E ele não abre, ele não chama”, afirmou.

Durante a conversa, foi lembrado que ter maioria no Senado não basta, porque quem define a pauta é o presidente, e que há pedidos de impeachment de ministros do Supremo engavetados. Angioletti concordou e classificou a situação como “uma vergonha”.

Na sequência, o candidato pediu que o público pesquise a chamada Vaza Toga, série de reportagens com mensagens atribuídas a assessores do ministro Alexandre de Moraes, divulgadas a partir de relatos do ex-perito Eduardo Tagliaferro, que trabalhou com o ministro no Tribunal Superior Eleitoral. “Tem uma coisa que ninguém está falando e eu quero chamar a atenção de vocês. Dá um Google aí, pesquisa aí, Vaza Toga”, disse.

De acordo com Angioletti, o material mostra assessores investigando presos do 8 de janeiro, e a permanência na prisão dependia das opiniões de cada um. “Se tivesse crítica ao PT ou ao Supremo, mantinha presa. Se não tivesse crítica, soltava”, afirmou.

Ele citou o caso de um vendedor de camisetas e bandeiras que, segundo a reportagem replicada pela Gazeta do Povo, chegou à noite à manifestação, não participou dos atos e ficou preso por meses. “Só por aquele motivo ali já era para o Brasil parar. Está cheio de gente inocente morrendo na cadeia”, declarou.

O caso mais conhecido de morte entre os presos do 8 de janeiro é o de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, de 46 anos. Ele morreu em 20 de novembro de 2023 no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após um mal súbito durante o banho de sol. Desde 1º de setembro daquele ano, havia parecer favorável da Procuradoria-Geral da República para que ele deixasse a prisão, e o pedido não tinha sido decidido por Alexandre de Moraes até a morte.

Questionado sobre por que a população assiste a tudo sem reagir, Angioletti disse que o povo foi chamado para protestos, se cansou e ficou frustrado enquanto a corrupção e os abusos continuavam. “Há muito tempo está sendo usada a arma errada”, afirmou.

Para o candidato, a resposta está no voto do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. “Tu pode mandar embora todo mundo que não está trabalhando certo, que não está fazendo e contratar gente nova, ou até recontratar os que estão trabalhando certo. Mas é aqui, se a gente não botar mais gente honesta lá, nós nunca vamos mudar. Bandido puxa bandido, irmão”, completou. Rubens Angioletti disputa uma vaga na Câmara dos Deputados.

Fonte Original | Jornal Razão