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Mulher de 38 anos que fingiu ser adolescente de 12 anos terá audiência em Joinville

Mulher de 38 anos que fingiu ser adolescente de 12 anos terá audiência em Joinville

A mulher de 38 anos acusada de fingir ser uma adolescente de 12 anos em Joinville será submetida à audiência de instrução e julgamento na próxima quarta-feira (19).

Amanda Maria Souza de Oliveira responde na Justiça pelos crimes de estelionato e falsa identidade, após passar cerca de 14 meses vivendo com uma família de Pirabeiraba sob o nome falso de “Gabriele”.

Segundo as investigações, Amanda teria procurado a família alegando ser uma adolescente que havia fugido de casa após sofrer situações de violência e exploração. Ela teria apresentado uma série de relatos para sustentar a identidade falsa e convencer os moradores a acolhê-la.

Durante o período em que permaneceu na residência, a mulher recebeu moradia, alimentação, transporte e outros tipos de assistência.

A família também teria custeado uma festa de aniversário e um tratamento para obesidade com medicamento de alto custo.

O caso veio à tona após um familiar desconfiar da situação e acionar a polícia. Amanda foi presa em junho, em Joinville, e posteriormente encaminhada ao Presídio Regional da cidade.

INVESTIGAÇÃO

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram que Amanda já teria utilizado estratégia semelhante em outras cidades e estados. Conforme os levantamentos realizados pelos investigadores, ela possui registros relacionados a casos anteriores e teria admitido ter se passado por adolescente em diferentes localidades.

A investigação também apontou que a família que a acolheu foi enganada durante todo o período. Segundo a polícia, os moradores acreditavam na história apresentada pela mulher e chegaram a criar vínculos afetivos com ela.

DENÚNCIA

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou Amanda pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Conforme a denúncia, a acusada teria obtido vantagem ilícita ao induzir a família ao erro por meio da identidade falsa e de relatos de situações de vulnerabilidade.

O processo tramita sob sigilo, e Amanda também passou por avaliações psiquiátricas.

Os resultados dos exames não foram divulgados.

A defesa da ré, representada pelos advogados Lúcio Sousa e Sarita de Paiva, informou que pretende demonstrar, com base nas provas do processo, a inocência de Amanda e apontar, segundo os advogados, fragilidades na acusação e elementos que sustentariam a versão apresentada pela cliente.

A audiência marcada para quarta-feira deverá reunir depoimentos e outros elementos importantes para o andamento do processo.

Após essa etapa, a Justiça poderá avaliar as provas produzidas antes de decidir sobre os próximos passos da ação penal.

Fonte Original | Arquivo de Segurança – Aconteceu em Joinville