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Criança de 8 anos pode ficar cega após ser espancada por dívida de celular em SC

Delegado Jorge Giraldi, da CPP, na Vila Samaria, em Araranguá

 

Uma criança de 8 anos passou a madrugada em cirurgia em um hospital de Florianópolis e pode ficar cega de um dos olhos depois de ser espancada com pedaços de madeira e garrafa por dois homens que invadiram a casa da família, na madrugada deste sábado (15), no bairro Vila Samaria, em Araranguá, no Sul Catarinense.

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Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, os agressores chegaram à residência chamando pelo irmão mais velho da criança, um jovem maior de idade, para cobrar uma dívida relacionada a um aparelho celular. A mãe, que estava na porta com um pedaço de madeira em mãos, negou a entrada. Os homens então arrombaram uma janela e invadiram o imóvel.

A invasão no escuro

O cômodo estava com pouca iluminação. Segundo o relato repassado à PM, os agressores foram diretamente até a cama onde a criança dormia, ao lado do irmão mais velho, e passaram a golpeá-la com pedaços de madeira e uma garrafa, acreditando que ali estava o jovem que procuravam. Quando perceberam que haviam atacado a pessoa errada, deslocaram-se até a cama do irmão mais velho e também o agrediram, antes de fugirem do local.

A corrida ao hospital

A mãe, com auxílio de um vizinho, conduziu a criança até o Hospital Regional de Araranguá. As lesões eram tão graves que a criança precisou ser transferida para Florianópolis, onde foi submetida a cirurgia. Conforme o delegado Jorge Giraldi, plantonista da Central de Plantão Policial (CPP), a criança teve vazamento em um dos olhos e fratura no maxilar.

“Eu acho que é uma situação grave. Seria uma tentativa de homicídio. Bateram violentamente, ainda mais tratando-se de uma criança de 8 anos”, afirmou o delegado Jorge Giraldi.

O irmão mais velho da criança, que também foi agredido, apresentou lesões mais leves e prestou depoimento. Segundo Giraldi, ele é tratado como vítima e não responderá pelo episódio. “O irmão só estava se defendendo. Ele também é vítima”, disse o delegado.

A caçada aos suspeitos

Guarnições da Polícia Militar foram acionadas e fizeram buscas pela Vila Samaria, mas os dois suspeitos não foram localizados. Eles foram identificados pela polícia a partir do relato da mãe da criança, que estava visivelmente abalada no momento da ocorrência e não conseguiu fornecer a qualificação completa dos agressores.

A Polícia Científica de Santa Catarina esteve no local para o laudo pericial e recolheu vestígios de sangue na cama da vítima para análise. O Conselho Tutelar também foi acionado em razão do envolvimento do menor.

O caso vai à DPCAMI

A investigação será conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Araranguá, em razão do envolvimento da criança. Conforme o delegado Jorge Giraldi, a delegada responsável poderá representar pela prisão preventiva dos dois suspeitos. “Agora cabe futuramente a delegada representar ou não pela preventiva”, disse o plantonista.

Até a tarde deste sábado, os dois homens identificados ainda não haviam sido localizados pelas forças de segurança. Todos os envolvidos no caso são naturais de Santa Catarina. A investigação segue em andamento.

O que sabemos até agora

  • Onde: bairro Vila Samaria, em Araranguá, no Sul Catarinense
  • Quando: madrugada deste sábado, 15 de maio
  • O que: dois homens invadiram a residência e espancaram uma criança de 8 anos no escuro
  • Vítima: criança de 8 anos, transferida ao Hospital Regional de Araranguá e depois a Florianópolis, em cirurgia
  • Lesões: vazamento em um dos olhos e fratura no maxilar, conforme o delegado Jorge Giraldi
  • Motivo alegado: cobrança de dívida de um aparelho celular ao irmão mais velho da criança
  • Suspeitos: dois homens identificados pela polícia, ainda foragidos
  • Quem investiga: DPCAMI de Araranguá, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Científica

Fonte Original | Segurança – Jornal Razão