A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (25) Lucas Silva Araújo, apontado como responsável pela tortura e execução de quatro jovens desaparecidos no fim de 2025 na Grande Florianópolis. O suspeito foi localizado em Icoaraci, distrito de Belém (PA), após semanas foragido.
De acordo com as investigações, Lucas Silva Araújo é natural do Rio de Janeiro e integrava o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), atuando na comunidade Chico Mendes, em Florianópolis. Ele responde por crimes como tortura, sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. Após o crime, fugiu para a Região Norte com apoio de integrantes do Comando Vermelho, facção aliada ao PGC. A prisão foi realizada no Pará, onde ele foi apresentado à Divisão de Homicídios de Belém.
A apuração indica que o suspeito teria confundido as vítimas com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival. A partir dessa suspeita, ele teria ordenado e participado das agressões e execuções. Os corpos foram enterrados em uma área de mata em Biguaçu, utilizada como cemitério clandestino.
As vítimas foram identificadas como Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira. Os quatro trabalhavam como garçons e viviam em São José, na Grande Florianópolis. Familiares afirmam que eles não tinham ligação com o crime organizado.
O desaparecimento ocorreu na madrugada de 28 de dezembro de 2025, após o grupo sair de um bar no Centro de Florianópolis. Imagens de segurança registraram os jovens juntos pela última vez durante a madrugada. Desde então, não houve mais contato, e o apartamento onde moravam foi encontrado aberto.
A principal linha de investigação aponta que os jovens foram mortos por engano, após criminosos interpretarem gestos em fotos antigas nas redes sociais como sinais associados ao PCC. O crime também estaria ligado a um ataque ocorrido horas antes, quando homens armados invadiram uma comunidade dominada pelo PGC, elevando a tensão entre as facções.
Os corpos foram encontrados em 3 de janeiro de 2026, em Biguaçu, com sinais de tortura, espancamento e mutilação. A identificação foi confirmada por perícia.
O caso teve outros desdobramentos, incluindo a morte de um suspeito apontado como liderança do grupo criminoso, em confronto com a polícia em janeiro.
Com a prisão de Lucas Silva Araújo, a Polícia Civil avança na identificação dos envolvidos, mas as investigações continuam para localizar outros participantes do crime, que expôs a disputa violenta entre facções em Santa Catarina.
Fonte original: Jornal Razão


