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18/03/2026

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Crânio furtado de túmulo leva mãe a enterrar filha novamente em Santa Catarina

Mãe vai enterrar filha pela 2ª vez após crânio ser furtado para ritual de magia negra em SC

Mãe terá que sepultar filha novamente após violação de túmulo em SC

Uma mulher de São José, na Grande Florianópolis, vai enfrentar novamente o luto ao precisar sepultar a própria filha pela segunda vez, após a violação do túmulo da criança no Cemitério São João Batista, no bairro Forquilhas.

A menina, de 7 anos, morreu em 13 de setembro de 2025, após quatro anos de tratamento contra um câncer cerebral. O caso ganhou novos contornos no dia 31 de outubro, quando, 49 dias após o sepultamento, o crânio da criança foi furtado da sepultura.

Na mesma data, a Polícia Militar de Santa Catarina prendeu em flagrante um homem de 29 anos, identificado como Wellington Cesar de Souza Leite. Ele foi abordado em um estabelecimento comercial da região com o crânio dentro de uma mochila, além de restos de cabelo, tecido e uma imagem religiosa.

Conforme a polícia, o suspeito confessou que retirou o material do cemitério para a realização de um ritual de magia negra, conhecido como “assentamento”. Apesar da prisão em flagrante, ele foi liberado após audiência de custódia.

Durante a ocorrência, os policiais foram até o cemitério, onde o homem indicou o local da violação. No ponto, foram encontradas covas abertas, com sacos plásticos e fragmentos ósseos expostos. O material foi recolhido e encaminhado à Polícia Científica para análise.

A violação só foi confirmada pela família dias depois, no Dia de Finados, quando o pai da menina foi ao local e encontrou o túmulo danificado. Inicialmente, houve desencontro de informações sobre a identificação dos restos mortais, o que aumentou a angústia dos familiares.

Embora o crânio tenha sido recuperado no mesmo dia do crime, a liberação para o novo sepultamento levou cerca de cinco meses, devido à realização de exames periciais. A Polícia Científica confirmou, por meio de análise de DNA, que o material pertencia à criança.

O Ministério Público denunciou o suspeito com base no crime de subtração de cadáver, previsto no Código Penal, com pena de reclusão de um a três anos, além de multa. O caso segue em tramitação na Justiça.

A Prefeitura de São José informou que realiza ações de manutenção no cemitério e solicitou reforço na segurança da área.

O novo sepultamento da criança está previsto para ocorrer nos próximos dias.