Caso ocorreu em Canoinhas e está sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga uma denúncia de abuso envolvendo uma menina de sete anos em um condomínio na região central de Canoinhas, no Planalto Norte do estado. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil de Santa Catarina por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI).
Segundo informações da polícia, o suspeito é um vizinho da família da criança. Após a denúncia, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no apartamento do investigado, onde um celular foi recolhido e encaminhado para perícia da Polícia Científica de Santa Catarina.
De acordo com o relato registrado pelas autoridades, a criança contou aos pais que o vizinho teria tido comportamentos inadequados durante momentos em que dizia estar realizando “massagens”. A menina também relatou que o homem teria mostrado conteúdos impróprios em seu celular.
Ainda conforme a denúncia, o investigado e sua esposa teriam se aproximado da família ao oferecer doces e presentes às crianças do condomínio. Com o tempo, a menina passou a frequentar o apartamento do casal. O pai afirma que os presentes teriam aumentado de valor ao longo do período.
O responsável pela criança também relatou às autoridades que a esposa do investigado poderia ter conhecimento das situações mencionadas. Em algumas ocasiões, segundo o depoimento, a menina teria permanecido sozinha com o homem no apartamento.
A família procurou a polícia após notar mudanças no comportamento da criança, incluindo pesadelos frequentes e dificuldades para dormir.
A investigação foi aberta imediatamente após o registro da ocorrência. O suspeito compareceu espontaneamente à delegacia e entregou o aparelho celular, que será analisado pelos peritos.
Dias depois da denúncia, o pai da menina divulgou um vídeo nas redes sociais relatando o caso e criticando a demora do processo. No material, ele também mencionou nomes e imagens do casal investigado.
A polícia informou que a divulgação pública pode prejudicar investigações que tramitam sob sigilo. Após a publicação do vídeo, o casal citado apresentou representação contra o pai da criança.
O caso segue em segredo de Justiça. Conforme a polícia, a menina deverá prestar depoimento por meio de um procedimento especial acompanhado por profissionais capacitados, garantindo a proteção da vítima durante a apuração dos fatos.
As investigações continuam para esclarecer o caso.
Fonte original: Jornal Razão


